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"A Terra está esfriando e não aquecendo" afirma cientista

Postado em 16/11/2010 às 10h33
Luiz Carlos Molion, membro do grupo gestor da Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (Imagem: Nabor Goulart/Agência Free Lancer)
 

“As mudanças globais existem e são naturais e, ao contrário do que pregam os cientistas do IPCC (Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas), a Terra está esfriando e não aquecendo. Isso acontece devido à perda de atividade do sol e ao resfriamento dos oceanos”.

A afirmação é do cientista e professor Luiz Carlos Molion, membro do grupo gestor da comissão de climatologia da Organização Meteorológica Mundial, representando a América do Sul, durante o Seminário Internacional sobre Mudanças Climáticas, realizado em Brasília e coordenado por Aldo Arantes, diretor de Meio Ambiente da Fundação Maurício Grabois, organizadora do evento.

"As variações do clima são naturais e o CO2 não controla o clima global. O carbono emitido pelo homem é insignificante diante das fontes naturais", destacou Molion.

O professor da UFRJ e coordenador do Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Emilio Lèbre La Rovere, fez a segunda intervenção do Seminário Internacional sobre Mudanças Climáticas. Ele falou sobre as projeções de cenário do IPCC para o fim do século e observou que houve na segunda metade do século XX uma tendência ao aumento de fenômenos catastróficos ligados ao clima.

Se referindo à palestra de Molion, salientou que não existem muitas teorias céticas nas quais não há um ponto de convergência, e que essas teorias não resistem a uma análise epistemológica. No entanto, La Rovere afirma existir divergências, mas também convergências. Para finalizar o cientista explicou que há uma série de benefícios na luta contra o aquecimento global e inúmeras vantagens com o cuidado ambiental.

Luis Fernandes, presidente do Inep, afirmou que existem conexões históricas entre a revolução industrial e a questão ambiental. Ele defendeu o livre debate para o avanço do conhecimento e disse que o grande desafio do método é a sua negação. Referindo-se ao pesquisador, Luiz Carlos Molion, afirmou que há mais divergências entre as teorias céticas do que dos céticos com o IPCC.

Em sua intervenção comentou que existe entre alguns teóricos uma espécie de discurso neocolonial em que os países ricos usaram exaustivamente os recursos e agora que começam a perder espaço econômico querem tolher a possibilidade de expansão dos países em desenvolvimento.

"Uma espécie de conspiração entre os países e os cientistas do IPCC", brincou. Após o momento de descontração, Fernandes reforçou que não é possível aceitar que a justa preocupação com o desenvolvimento sustentável e o meio ambiente seja manipulada para negar direito ao desenvolvimento por países que foram subjugados.

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Prof. Ernani Sartori

Olá, Alguns dizem que há interesses por trás desse tal de aquecimento global. Pode até haver alguns que se aproveitam no meio de uma coisa midiática tão grande, mas enquanto o absurdo empirismo dessa gente que comanda e domina essa questão não aplicar as ciências de conhecimento universal e assim continuar cometendo erros tão absurdos e elementares da física básica, podem deixar que se trata apenas de ignorância científica mesmo e, por isso, uma

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