A estação de trem USP Leste, na capital paulista, está perto de se tornar a primeira estação sustentável do mundo. O processo de adaptação da construção vem sendo feito desde fevereiro deste ano pelo arquiteto David Douek.
A unidade da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) em Ermelino Matarazzo, na zona leste de São Paulo já passou por muitas mudanças, porém ainda existe trabalho a ser feito até que a estação receba a certificação Leed (Liderança em Energia e Design Ambiental), oferecido internacionalmente pelo Green Building Council.
Para que o selo seja dado é necessário que a unidade alcance ao menos 40 pontos, entre os diversos itens analisados. A pontuação atual da estrutura é de 31, no entanto Douek está trabalhando nas modificações futuras que resultarão em novos pontos.
Entre os projetos está a instalação de luminárias inteligentes nos saguões, que acendem e apagam mediante a intensidade da luminosidade natural. Instalar redutores de velocidade nas escadas rolantes, reformas na cobertura e adaptações nos banheiros, estão entre as melhorias para um futuro próximo.
A expectativa do arquiteto é de que as transformações sejam concluídas até o final de 2011, quando a estação receberá a certificação. Outro ponto que demonstra a sustentabilidade da unidade da CPTM é o fato de que a maior parte dos funcionários (75%) vai ao trabalho utilizando transportes públicos, no caso trens, metrôs ou ônibus.
Esse não é o único projeto da empresa paulistana. A estação USP Leste foi adequada com um investimento considerado baixo, a intenção é expandir esse perfil para outras novas construções. Além da preocupação com as obras, a empresa também pretende utilizar essas mudanças para conscientizar a população que utiliza os serviços de trens diariamente. “Vai haver comunicação visual explicando benefícios das adaptações, mostrando que é possível fazer em casa. É uma iniciativa multiplicadora”, explicou Douek.
Com informações do Estadão
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