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Revista científica divulga ranking de poluição per capita em metrópoles mundiais

Postado em 27/01/2011 às 11h42
A cidade de Nova York abriga mais de oito milhões de pessoas, mas o sistema de metrô é muito utilizado. l Imagem:Walldesk
 

A revista científica internacional “Environment and Urbanization”, divulgou na última terça-feira (25) uma pesquisa que aponta as emissões per capita de poluentes atmosféricos em 33 grandes cidades internacionais.

O resultado do estudo foi surpreendente e mostrou que ao contrário do que se pensa, nem sempre as metrópoles são as maiores poluidoras. Bom exemplo disso é o fato de que as cidades de Nova York (EUA), Londres (Inglaterra) e Xangai (China), possuem percentual menor do que Denver (EUA) e Roterdã (Holanda).

Em algumas dessas cidades o motivo da divergência deve principalmente à eficiência dos transportes coletivos. Nova York, por exemplo, abriga mais de oito milhões de pessoas, mas o sistema de metrô é muito utilizado. Assim muitas pessoas deixam seus carros em casa e optam pelo transporte prático e limpo. Além da eficiência, a densidade populacional não coopera para o uso de transportes individuais.

Já em outras cidades menores, porém mais poluentes, as possíveis causas estão relacionadas diretamente às indústrias ou áreas portuárias. Denver, por exemplo, possui emissão per capita de 21,5 toneladas de carbono equivalente, contra 11,2 de Xangai e apenas 5,2 de Paris.

A publicação traz ainda outras explicações para os altos índices em algumas cidades. Um desses fatores é o frio, que obriga a cidade a ter sistemas de calefação, que muitas vezes é obtido a partir de fontes não renováveis de energia, como o petróleo e o carvão. Também ficou constatado que as emissões são menores em países em desenvolvimento.

As cidades brasileiras analisadas foram Rio de Janeiro, Porto Alegre, Goiânia e São Paulo. Entre elas, Rio de Janeiro teve o resultado mais alto, com 2,1 toneladas de poluentes por habitantes, e incrivelmente São Paulo teve o mais baixo, 1,40 toneladas/habitantes/ano.

Diante do resultado, o diretor da Coppe/UFRJ, Luiz Pinguelli Rosa, informou que o resultado carioca é compreensível, como a metrópole mais poluente do Brasil, já que a cidade possui refinarias de petróleo, o que não ocorre em São Paulo. AS informações são da Folha e do Estadão.

Redação CicloVivo

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