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Transição urbana contribui para o aquecimento global, diz estudo

Postado em 12/09/2011 às 09h55

“do ponto de vista das mudanças climáticas, independentemente do crescimento populacional, a transição urbana em si mesma já é um fator que contribuirá para o aumento das emissões de gases do efeito estufa." | Imagem: Fernando Stankuns / Flickr

 

O alerta ambiental atual tem apontado que será necessário pensar sobre as formas de produção e consumo de bens e serviços, sobretudo os ambientais, na busca da sustentabilidade como forma de sobrevivência e manutenção da espécie humana no planeta. Dessa maneira, destacamos as cidades, pois são nelas que vive a maior parte da população do planeta e hoje compartilham um grande dilema: ser ao mesmo tempo o centro do progresso, da tecnologia, do desenvolvimento e de graves problemas sociais e ambientais. São Paulo é um exemplo disso, pois o modo de vida de seus habitantes já é suficiente para aumentar os gases do efeito estufa e consequentemente piorar a qualidade de vida de seus habitantes.

Segundo o INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (2010), “do ponto de vista das mudanças climáticas, independentemente do crescimento populacional, a transição urbana em si mesma já é um fator que contribuirá para o aumento das emissões de gases do efeito estufa. Isso porque os modos de vida associados à urbanização consomem inerentemente mais energia”.

O modelo de desenvolvimento urbano de São Paulo é um exemplo de como existem lacunas que necessitam ser preenchidas, pois basta olhar para a cidade e ela nos mostra as questões relacionadas à mobilidade urbana, coleta de lixo domiciliar, enchentes, ocupações em áreas vulneráveis, entre outros problemas que fazem parte da agenda da cidade.

O estudo do INPE (2010) - Vulnerabilidades das Megacidades Brasileiras às Mudanças Climáticas: Região Metropolitana de São Paulo aponta que, “caso siga o padrão histórico de expansão, a mancha urbana da Região Metropolitana de São Paulo será o dobro da atual em 2030, aumentando os riscos de enchentes, inundações e deslizamentos na região, atingindo cada vez mais a população como um todo e, sobretudo, os mais pobres. Isso acontece porque essa expansão deverá se dar principalmente na periferia, em loteamentos e construções irregulares, e em áreas frágeis, como várzeas e terrenos instáveis, com grande pressão sobre os recursos naturais”.

Os governos e prefeituras responsáveis pelo planejamento urbano da cidade e dos seus espaços públicos na maioria das vezes não conseguem absorver a expansão exponencial da cidade. Por isso, são de extrema importância as ações de intervenção no espaço urbano por organizações da Sociedade Civil, Fundações e Empresas.

No Brasil foi criada, em 2010, a Plataforma Cidades Sustentáveis, uma parceria entre a Rede Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis, a Rede Nossa São Paulo e a Fundação Avina. Essa Plataforma tem por objetivo compartilhar, através de um banco de práticas e experiências bem-sucedidas em todo o mundo, as ações de gestores públicos, empresas e outras instituições que buscam a sustentabilidade em suas atividades.

Entretanto, essas iniciativas são incipientes para um estado como São Paulo, que hoje possui 645 municípios, 41.252.160 habitantes. É necessário que se amplie a quantidade de intervenções por parte da sociedade civil organizada, das empresas para que a população paulistana desfrute de um habitat mais sustentável e consequentemente com mais qualidade de vida. Cidade Sustentável: um futuro possível? Por Vivian Blaso – Maxpress

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