O “lançamento de bitucas” é um dos esportes mais praticados por fumantes no Brasil. No entanto, esse resíduo aparentemente pequeno pode causar grandes danos ambientais e deve ser destinado corretamente, assim como os detritos recicláveis ou orgânicos.
É óbvio que o local apropriado para o descarte das guimbas, como as bitucas são popularmente conhecidas, não são as ruas. Ao entrar em contato com a água, as substâncias que compõem o cigarro, como o arsênio, por exemplo, podem atingir lençóis freáticos ou até mesmo permanecerem armazenadas nas superfícies de plantas e animais. Segundo o biólogo Aristides Almeida Rocha, duas bitucas são suficientes para contaminar o equivalente a um litro de esgoto.
Essas pequenas pontas de cigarro podem permanecer por até cinco anos na natureza até se decompor. Assim, mesmo que não entrem em contato com os recursos hídricos, os contaminantes podem atingir o solo ou prejudicar animais, que acabam se alimentando do material. Existe também a questão estética, já que é comum ver paisagens maravilhosas sendo estragadas por conta de bitucas jogadas no chão.
Uma das desculpas mais usadas pelos fumantes que não têm consciência ambiental é a falta de lixeiras espalhadas pelas cidades. No entanto, este não é motivo para que elas sejam simplesmente jogadas nas ruas. Existem bituqueiras e outras alternativas que podem ser usadas para armazenar estes resíduos até que se encontre o local correto para o seu descarte. Uma das opções simples é reaproveitar tubos de filmes fotográficos, que manterão as bitucas vedadas e impedirão que o odor se espalhe pelas bolsas.
Outra sugestão é segurar a guimba até que uma lixeira seja encontrada. Aliás, isto deve ser aplicado ao descarte de qualquer resíduo. A última opção, para quem quer ser mais “educado”, mas não quer ter o trabalho de carregar um bituqueiro ou segurar a ponta do cigarro até encontrar uma lixeira, é parar de fumar. Assim o meio ambiente e a saúde serão preservados. A redução no consumo de cigarro influencia a utilização de recursos naturais em sua fabricação e também a quantidade de dinheiro público gasta para limpar bueiros entupidos por bitucas ou tratamento da água contaminada.
Quando as pontas dos cigarros são descartadas da maneira correta, elas podem passar por tratamentos que retiram os elementos químicos e qualquer outro item que possa ser contaminante e transforma-as em matéria-prima. Em alguns casos elas se tornam papel, artesanato e até mesmo tecido.
Bituca também é lixo, portanto merece ser descartada no local correto: o lixo e, de preferência, o reciclável.
Foto: Dyscovery News
Por Thaís Teisen - Redação CicloVivo
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O governo não tem que se preocupar em colocar lixeiras para as bitucas e sim em diminuir o número de fumantes. Tem coisas muito mais importantes para ver do que colocar lixeiras específicas para bitucas! Quem fuma já não está fazendo uma coisa boa, acho que não custa nada se preocupar um pouco com o prejuízo que o seu vício causa para a natureza né? |
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| Luís Carlos
Concordo com o amavel jornalista, mas você peca não citar que as grandes cidades não tem lixeiras, muito menos apropriadas para biitucas. Alguns aeroportos tem lixeiras apropriadas para bitucas e acho uma excelente atitude, mas claro que é mais facil criticar o fumante a cobrar lixeiras apropriadas do nosso estado daqueles que nos elegemos. Trabalho na paulista e não conheço uma lixeira para bitucas que tenha sido colocada pela prefeitura, as que existem foram colocadas pelas empresas. Abs, |
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| Leonardo Pereira
Ótimo post |
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