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Está pronto o rascunho de discussões para a Rio+20

Postado em 12/01/2012 às 10h19

Está pronto o primeiro rascunho das propostas a serem debatidas na Rio+20, reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir o desenvolvimento sustentável. O material foi divulgado na última quarta-feira (11) e contém temas ligados aos três pilares que formam a sustentabilidade (social, econômico e ambiental).

A Rio+20 está marcada para acontecer entre os dias 22 e 26 de junho e marcará a comemoração dos 20 anos desde a Cúpula da Terra, que ficou conhecida como Eco 92 e é considerado um dos grandes marcos da sustentabilidade. São esperadas de cem a 120 chefes de estado para a conferência.

O rascunho sobre a pauta da Rio+20 foi elaborado em conjunto com diversos países. O resultado foi um documento com 19 páginas que oferece diretrizes para que os países reflitam e encontrem soluções para diversos problemas mundiais, como a pobreza, o cuidado com a preservação da biodiversidade, questões diplomáticas e diversos outros assuntos que atingem populações de todo o mundo.

A cartilha, apelidada temporariamente de “Draft Zero” (Rascunho Zero), deve ser chamada de “Princípios do Rio” e é possível que ainda passe por alterações até o dia do encontro global. No entanto, alguns tópicos já estão bastante detalhados, como as possíveis soluções para o desenvolvimento sustentável, que segundo o documento, só será atingido a partir da integração entre as nações desenvolvidas e emergentes.

Uma das propostas é que as barreiras comerciais sejam evitadas e exista a troca de conhecimento e desenvolvimento tecnológico entre os países. Outras 15 soluções foram sugeridas para promover a segurança alimentar, a preservação das florestas, dos oceanos e mares, a redução dos impactos das mudanças climáticas e promoção do uso de tecnologias limpas para a produção de energia.

Mesmo com as sugestões ligadas ao meio ambiente, o rascunho dos temas da reunião foi criticado por ser pouco ambicioso, conforme opinado por Renata Camargo, coordenadora de políticas públicas do Greenpeace. “A parte que interessa ao Brasil, como a questão das florestas, está fraca. Ele deveria sinalizar medidas efetivas para a redução do desmatamento, porque isso valeria não só para o país, mas para todas as nações com florestas tropicais, como a Indonésia ou o Congo”, explicou Renata em declaração ao Globo Natureza.

Por outro lado, a coordenadora do Greenpeace destacou a preocupação com os oceanos. A discussão sobre o uso dos mares é debatida há alguns anos na ONU e é possível que agora sejam acordadas medidas mais efetivas para o uso sustentável dos mares. Com informações do Globo Natureza.

Redação CicloVivo

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