meio ambiente

 

Poluição do ar na Grande São Paulo é a pior desde 2003

Postado em 30/01/2012 às 10h53

Em 2011 a Grande São Paulo registrou o pior índice de poluição de ar dos últimos oito anos. | Imagem: Clayton de Souza / AE

 

Em 2011 a Grande São Paulo registrou o pior índice de poluição de ar dos últimos oito anos. Os dados da Cetesb, Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, mostra que no ano passado houve lugares em que o ar esteve inadequado durante 97 dias.

De acordo com o levantamento de dados, divulgado pela Folha de S. Paulo, o ozônio excedeu o limite em 96 dias, sendo que em 2003 o número não passou de 77. Também avalia-se que este poluente nunca esteve tão presente, desde 2001. As comparações são feitas a partir de 2003, pois na década de 1990 a rede da Cetesb era bem menor.

A gravidade da presença do ozônio se dá, principalmente, pelo fato dele ser formado por substâncias emitidas em escapamentos de carros e de caminhões, por exemplo. Para o médico da USP especialista em poluição atmosférica, Paulo Saldiva, a poluição por ozônio se deve ao aumento dos veículos em São Paulo. "O aumento das emissões das substâncias precursoras está relacionado com o crescimento tanto da frota, quanto do trânsito na Grande São Paulo", explica.

Já o professor do Instituto de Física da USP, Paulo Artaxo, afirma que este aumento tem relação com o período em que a inspeção não era obrigatória e também o resultado do atraso nos transportes públicos.

Desde 2007 ficou mais fácil saber a quantidade que os paulistanos têm respirado deste poluente, pois foi instalada uma estação, para medir o ozônio, na Cidade Universitária, zona oeste da cidade. Antes disso, entre 1995 e 2005, a qualidade do ar havia melhorado na Grande São Paulo, mas infelizmente este cenário mudou no ano passado e, para o especialista da USP, os índices podem melhorar de forma menos veloz.

A gerente de qualidade do ar da Cetesb, Maria Helena Martins, não acredita que o aumento da poluição por ozônio seja uma tendência e afirma que um dos motivos desta piora no ar se deve a falta de chuva em 2011. "As condições meteorológicas são fundamentais para explicar o comportamento do ozônio", diz. "No ano passado, no inverno, tivemos muitos dias com sol e sem chuva. Não há tendência clara para este poluente. Nem para um lado e muito menos para outro."

Mesmo assim, ela concorda que os níveis estão inadequados e que o ideal seria uma diminuição nos níveis registrados. Para que isso ocorra, dois fatores devem ser levados em conta: a população precisa diminuir o uso de carro e os órgãos devem ser mais rígidos no controle da poluição. Com informações da Folha de S. Paulo. 

Redação CicloVivo

Leia também
 




  • 1 comentários
  • 120
  • Compartilhar:
Envie o seu comentário
gilson gama

ndoa cidade de são paulo o prefeito e o govenador estão bastante preocupados em controlar a poluição de ar, mas, continuam esfregando merda na cara dos cidadões do interior, pois os mesmos continuam sem tratar os esgotos despejados sem tratamento no rio tiete

024
 
 

meio ambiente

últimas notícias

 

O conteúdo desta página requer uma versão mais recente do Adobe Flash Player.

Obter Adobe Flash player

Receba notícias no seu email

agenda sustentável

PUBLICIDADE

+ lidas

  1. Saiba como fazer uma horta caseira reutilizando garrafa PET
  2. 8 maneiras de fazer um jardim vertical
  3. Aprenda a fazer a horta de garrafa PET do “Lar Doce Lar”
  4. 5 maneiras de fazer artesanato com jornal
  5. 10 enfeites natalinos sustentáveis para você fazer
  6. Dica: Como fazer uma árvore de natal reutilizando garrafas PET
  7. Decoradora premiada trabalha exclusivamente com garrafas PET

enquete

Você trocaria o seu livro por um e-book?

Sim, é fácil de se comprar, mais barato e posso ler em qualquer lugar.
Não, nada pode ser comparado ao papel em minhas mãos.
Não, eu gosto de colecionar meus livros em casa.
Eu prefiro pegar livros emprestados na biblioteca.
Apenas em alguns casos.
PUBLICIDADE

programas