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Obama lança programa de merenda saudável nas escolas dos EUA

Postado em 30/01/2012 às 15h30

A proposta inclui a troca de carnes, consumida no café da manhã, por frutas e alimentos ricos em grãos integrais l Foto: Doug Beghtel/The Oregonian

 

Os norte-americanos sempre foram os líderes dos fast-foods, mas agora o presidente Barack Obama pretende mudar esse cenário incentivando o consumo de alimentos mais saudáveis. A medida instituída por ele prevê mudança na merenda escolar, trocando as “besteiras” por saladas e grãos integrais.

A medida foi anunciada na última quarta-feira (25) e conclui um projeto iniciado em 2011. Esta é a primeira grande alteração no cardápio escolar nos últimos 15 anos. A proposta inclui a troca de carnes, consumida no café da manhã, por frutas e alimentos ricos em grãos integrais. A primeira dama, Michelle Obama, teve participação fundamental para a mudança. “Como pais, nós tentamos preparar refeições decentes, limitar a quantidade de besteiras que os nossos filhos comem e garantir que eles tenham uma dieta razoavelmente equilibrada. Quando você está colocando em prática todo esse esforço, a última coisa que queremos é que todo esse trabalho árduo seja desfeito no refeitório das escolas”, declarou Michelle em um comunicado oficial.

Alguns governos locais e empresas ligadas ao setor alimentício se mostraram contrárias às mudanças. Alguns municípios estudam até mesmo criar legislações próprias que os permitam desistir do programa de merenda nacional. O argumento usado pelo senador Rich Crandall, do Arizona, é o de que a norma será implantada, mas não haverá recursos financeiros para que ela seja colocada em prática. Segundo Kevin Concannon, secretário da Agricultura para serviços de alimentação, nutrição e consumo, o governo irá aumentar a verba em seis cêntimos para cada refeição. Esse é o primeiro aumento em 30 anos.

As mudanças na merenda se tornaram necessárias devido aos altos índices de sobrepeso, que atingem um terço das crianças em idade escolar e representam gastos anuais de US$ 3 bilhões, somente com custos médicos. As estimativas são de que as novas regras, que entram em vigor no primeiro dia de julho, reflitam em gastos de US$ 6,8 bilhões, durante os próximos cinco anos.

A campanha, batizada de “Let’s Move”, obriga as escolas a oferecerem todos os tipos de vegetais, incluindo verduras escuras, feijão, ervilha, grãos, entre outras coisas. Uma das propostas é trocar a carne por tofu, por exemplo. Dessa forma, será possível reduzir até 225 calorias em cada refeição.

Exemplo de Nova York

Em Nova York as autoridades já comprovaram a eficiência de incentivar hábitos mais saudáveis. Os níveis de obesidade em crianças na idade escolar caíram 5,5% entre 2006 e 2010, graças aos programas que promovem a atividade física e alimentação balanceada.

A cidade obrigou as escolas a eliminarem frituras e refrigerantes açucarados das lanchonetes. Em contrapartida as instituições de ensino acrescentaram alimentos com baixo teor de gordura e saladas. Com informações da Bloomberg.

Redação CicloVivo

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