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Contêineres reutilizados viram condomínio estudantil em Amsterdã

Postado em 13/02/2012 às 14h00

O dormitório estudantil mais popular de amsterdã foi feito com mil contêineres, tem estacionamento para bicicleta e capta água da chuva. | Imagem: TempoHousing

 

Keetwonen é o nome da maior cidade de contêineres do mundo. Viver em uma dessas “caixas” reutilizadas era um conceito novo na Holanda, quando a empresa Tempohousing lançou a ideia, mas a cidade de Amesterdã deu um passo corajoso para contratar este serviço e torná-lo realidade.

O projeto de moradia estudantil, transformou mil unidades de contêineres para oferecer todas as amenidades que um estudante pode querer. Além do óbvio uso “verde” dos contêineres, Keetwonen integrou um telhado para acomodar a drenagem de águas pluviais, enquanto proporciona a dispersão de calor e isolamento para os contêineres abaixo.

O projeto acabou por ser um grande sucesso entre os estudantes e é agora o segundo dormitório estudantil mais popular oferecido pela empresa "De Key", na cidade. O temor inicial de algumas pessoas era de que as casas de contêiner poderiam ser muito pequenas, barulhentas, frias ou muito quentes, porém tudo acabou por ser infundado. O projeto acabou sendo espaçoso, silencioso e bem isolado e, certamente, é mais valorizado, em comparação com as outras casas de estudantes na cidade.

Os contêineres vêm completos com todas as comodidades, por vezes ausente em dormitórios estudantis: banheiro e cozinha individuais, varanda, quarto separado e sala de estudo, grandes janelas que oferecem uma vista panorâmica e luz natural e, até mesmo, um sistema de ventilação automática com velocidades variáveis. O aquecimento é a partir de um sistema de caldeira de gás natural central.

A água quente é fornecida por um tanque de 50 litros por casa e uma conexão de internet de alta velocidade está incluída, bem como um sistema central de telefonia para os visitantes na porta principal.

Todo o projeto foi concebido de acordo com a maneira que os estudantes gostam de viver: um lugar para si sem ter que dividir o chuveiro e vaso sanitário com estranhos. Mas, ao mesmo tempo, a ideia é oferecer uma gama de possibilidades para participarem da vida social do dormitório, incluindo as festas.

A “cidade universitária” conta com um café, supermercado, espaço de escritórios e área de esportes. As unidades são organizadas em “blocos” e cada bloco contém uma unidade de serviço com eletricidade centralizada, internet e sistemas de rede. Os blocos têm uma área fechada interna para estacionamento de bicicletas.

Embora o projeto tenha sido inicialmente concebido para permanecer neste local por apenas cinco anos, espera-se que a transferência seja adiada para 2016. O projeto começou no final de 2005 (primeiras 60 casas comissionadas) e foi concluída em meados de 2006. Com informações do TempoHousing.

Redação CicloVivo

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