Apesar de ser um trabalho aparentemente estranho, o empresário garante que ele não é o único no ramo l Imagem: Divulgação/OrthoMetals
O empresário holandês Ruud Verbene investiu em um mercado diferente de reciclagem, em que os resíduos reaproveitados são as próteses de metal implantadas em seres humanos. O trabalho é feito após a cremação, quando os resíduos de aço são separados das cinzas.
Co-fundador da empresa OrthoMetals, Verbene explica que o processo é feito de duas formas. Primeiramente são usados imãs, que atraem parte dos metais. No entanto, nem sempre isso é suficiente para retirar todos os resíduos. Assim, é necessário fazer o trabalho manualmente. Entre os itens reaproveitados estão: próteses de titânio, pinos de aço, cromo, entre outros.
Apesar de ser um trabalho aparentemente estranho, o empresário garante que ele não é o único no ramo. “Sei da existência de cinco ou seis concorrentes. A maioria deles nos Estados Unidos, mas fomos os primeiros”, explicou, em declaração à BBC.
Antes de trabalhar com a reutilização das próteses, o holandês já atuava no ramo da reciclagem de alumínio. A inspiração surgiu após uma indagação feita por um cirurgião ortopédico, que queria saber o que acontecia com os implantes após os pacientes morrerem. A resposta: nada. Os materiais eram simplesmente enterrados ou descartados após a cremação. Foi então que o holandês buscou uma alternativa para esse problema.
Verbene explica que o valor dos resíduos não é muito alto, em comparação ao valor pago pelos implantes. Segundo ele, cada quilo de placas de titânio, por exemplo, é comercializado a US$16. O material pode ser usado posteriormente para diversas utilidades, como a construção de aeronaves, carros e, até mesmo, turbinas eólicas.
A OrthoMetals foi fundada em 1997 e atualmente é responsável pelo reaproveitamento de 250 toneladas anuais de metais recolhidos após as cremações. Além do cuidado ambiental que a ação proporciona, a empresa se preocupa também com as causas sociais. Por isso, de 70% a 75% do valor arrecadado com a comercialização do metal é devolvido aos crematórios para que seja aplicado em projetos beneficentes. Verbene explica que ao saber desse fato os familiares ficam até mais felizes, por cooperaram com projetos que podem beneficiar a sociedade.Com informações da BBC.
Redação CicloVivo
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Realmente um trabalho para ninguem botar defeito. parabems ao idealisador desse trabalho e essa ideia de ajudar os crematorios. adorei a ideia . |
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