A busca por construções sustentáveis tem tido crescimento constante no Brasil, em apenas um ano as certificações tiveram aumento de 75%. O principal fator que motiva essa busca por selos ambientais é a viabilidade econômica e a redução de gastos em longo prazo, proporcionados por essas construções.
Para uma construção receber esse selo é preciso muito mais do que uma área verde. Os certificadores avaliam todo o empreendimento e ele deve seguir os padrões ambientais desde o seu planejamento, até a operação.
No Brasil existem dois selos disponíveis que avaliam essas características das construções, o Leed (Leadership in Energy and Environmental Design) e o Aqua (Alta Qualidade Ambiental). O primeiro deles é o mais famoso e é concedido pelo instituto americano U.S. Green Building Council Brasil.
A primeira construção brasileira feita segundo esses padrões foi uma agência do Banco Real, em Cotia – SP, erguida em 2007. Hoje, 19 empreendimentos brasileiros possuem o selo Leed e outras 192 construções estão em processo de certificação. Para serem aprovadas as edificações devem atender a, pelo menos, 26 exigências, das 69 que são consideradas.
A certificação Aqua, teve início no Brasil em 2008 e já conta com importantes construções verdes, como duas unidades da Leroy Merlin, no Rio de Janeiro, e a Casa Natura, que é uma loja especial da empresa de cosméticos. Para conceder esse selo, a empresa certificadora analisa 14 critérios, divididos em quatro etapas.
Construir edifícios com os padrões ambientais pode custar até 10% mais que uma construção comum. Porém, isso representa redução de 40% no consumo de energia, 50% no consumo de água, 35% a emissão de CO² e até 90% dos resíduos descartados. Portanto, além dos benefícios ambientais, as construções sustentáveis possibilitam boas economias em longo prazo.
Com informações do Portal Exame
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