Aumenta quantidade de lixo produzido no Brasil, mas destinação ainda é precária
26 de Abril de 2011 • Atualizado às 09h51

O Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2010, feito pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), mostrou que a quantidade de lixo produzido no Brasil aumentou e o país não evoluiu na coleta e destinação adequada desses resíduos.

Somente em 2010 foram produzidas 195 mil toneladas de resíduos diariamente, em todo o território nacional. O resultado final foram 60,8 milhões de toneladas de lixo, sendo que pouco mais de 10% deste montante não foi sequer coletado, indo parar em córregos, terrenos baldios, ruas e rios.

A produção de resíduos sólidos dos brasileiros já está perto de alcançar a mesma quantidade produzida pelos europeus. Enquanto cada um de nós gera 1,213 kg de lixo por dia, a Europa mantém média de 1,298 kg/habitante diariamente. Os americanos são os que mais poluem, com 2,8 kg de resíduos descartados diariamente.

O lixo aumenta, mas o Brasil ainda não pode contar com uma estrutura que aumente na mesma proporção. Segundo o relatório, no último ano 42,4% dos resíduos não receberam a destinação adequada, e apesar de terem sido coletados, foram parar em lixões ou aterros irregulares.

A coleta seletiva é outro problema que atinge grande parte do país. O Brasil é dividido em 5.565 municípios, apenas 3.205 deles possuem sistemas de coleta seletiva. Desde a última medição, que havia sido feita em 2009, a evolução contada pela Abrelpe foi de apenas 1,6% neste tipo de trabalho.

“Os dados mostram que o País está em uma trajetória ascendente na geração de resíduos, o que já havia sido verificado nos anos anteriores. No entanto, a destinação adequada não avança no mesmo ritmo”, informa o diretor executivo da Abrelpe, Carlos Roberto Vieira da Silva Filho.

A situação tem data marcada para mudar. A Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada em dezembro de 2010, prevê que os lixões se tornem coisa do passado, até 2014. Nos próximos três anos, os 61% dos municípios que ainda descartam corretamente seu lixo deverão ter criado aterros sanitários capazes de suprir toda a demanda de resíduos produzidos em seu território. Com informações do Estadão.

Redação CicloVivo

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