Boto cor-de-rosa é usado como isca na bacia Amazônica
28 de Abril de 2011 • Atualizado às 06h10

O boto cor-de-rosa é uma forte figura no folclore brasileiro. As lendas sobre o mamífero são conhecidas por todo o país, mas ganham mais força na região Amazônica, onde esses animais são encontrados. No entanto, essa mesma região está marcada por pescas predatórias, que ameaçam os botos de extinção.

A antiga lenda brasileira diz que os botos seduziam e engravidavam as mulheres da região e também eram responsáveis pelo sumiço de algumas pessoas. O mito, que ainda persiste em alguns locais, por tradições antigas que foram passando de geração em geração, tem sido ofuscado por outro problema: o uso do mamífero para a pesca de um peixe específico, o piracatinga.

Segundo pescadores e moradores da região, a prática consiste em usar partes do boto para atrair o peixe, que é comercializado, principalmente, em cidades colombianas. O uso do animal como isca é intensificado pelo fato de que muitos pescadores os têm como inimigo, alegando que os botos estragam as redes e comem os peixes.

Em declaração ao jornal norte-americano New York Times, o biólogo portugês Miguel Miguéis, explica que há dois anos foram registrados 250 botos na região do Pará. Neste ano, porém, apenas 50 animais foram encontrados até agora. Segundo ele, a prática de abate dos botos é intensificada pela falta de legislações e fiscalização. “Não há autoridade nesse lugar”, acrescenta o biólogo, que trabalha para tentar reverter essa realidade e impedir que esses mamíferos sejam extintos.

Os moradores, por outro lado, alegam que apelar para essa prática é uma das poucas chances que eles têm de conseguir renda e alimento. Mas, Miguéis explica que a substituição da carne do boto pela do porco resulta em uma isca muito eficiente e que essa poderia ser uma alternativa para impedir o abate dessa espécie que está à beira da extinção.

A piracatinga, peixe comercializado através da relação entre os pescadores da bacia Amazônica e a Colômbia, é muito apreciado pelos colombianos, principalmente em mercados de Bogotá. Porém, como explica Fernando Trujillo, da Fundação Omacha, “O consumidor não tem ideia do que está comprando e comendo”, por não conhecerem todo o processo ocorrido desde a pesca até que o peixe, que recebe outro nome, chegue ao consumidor final. Com informações do New York Times e G1.

Redação CicloVivo

Siga as últimas notícias do CicloVivo no Twitter



Faça você mesmo

institucional capa | quem somos | cadastre-se | sugestão de pauta | como anunciar | contato
canais meio ambiente | tecnologia | arquitetura | mídia e negócios | desenvolvimento | vida sustentável | cidadania | bike | faça você mesmo | vídeos

CicloVivo - Plantando notícias | Todos direitos reservados 2015.
Goedkope Nike Air Max Goedkope Nike Roshe Run Nike Air Max Dames Nike Air Max Classic Goedkope Nike Air Max Nike Roshe Run Dames Nike Roshe Run Dames Zwart Nike Roshe Run Sale Goedkope Jordans Nike Roshe Run Heren Nike Roshe Run Blauw Nike Roshe Run Kopen