Ciclismo deve ser fator decisivo nas eleições de Londres
04 de Maio de 2012 • Atualizado às 03h30

Esta quinta-feira (3) é um dia decisivo para os habitantes da capital inglesa. A população vai às urnas para escolher o novo prefeito de Londres e o ciclismo urbano deve ser um dos fatores decisivos para o resultado da votação.

Nos últimos dias de campanha eleitoral os candidatos se encontraram para debater sobre a estrutura cicloviária da cidade e lançar suas propostas. Além disso, grupos de cicloativistas foram às ruas protestar por melhores condições de segurança.

O tema faz parte do plano de governo de todos os candidatos, no entanto cada um deles tem uma maneira diferente de lidar com a situação. O atual prefeito, Boris Johnson, por exemplo, diz que irá ampliar a estrutura cicloviária e os sistemas de locação de bikes. No entanto, as melhorias no fluxo automotivo devem ter preferência. Já o concorrente Ken Livingstone argumenta que a segurança para os ciclistas será fator prioritário em seu governo.

As viagens diárias feitas através das bikes têm aumentado significativamente em Londres nos últimos anos. Segundo o grupo London Cycling Campaign, o uso da bicicleta como meio de transporte diário dobrou, entre os anos de 2001 e 2010.

Mesmo conquistando muitos adeptos, a estrutura da capital inglesa ainda não é a ideal. Em 2011, o órgão responsável pelo trânsito na cidade, o RoadCC, registrou 16 mortes de ciclistas no trânsito. Esse é um dos motivos que levam a população a cobrar das autoridades que a estrutura britânica para bikes seja tão eficiente quando a estrutura holandesa, que é referência europeia em incentivo aos ciclistas urbanos.

Um dos ativistas do grupo London Cycling, Tom Bogdanowicz, citou também a situação brasileira durante a sua declaração à BBC. “Não queremos o que acontece em São Paulo, onde vias de seis pistas inviabilizam o ciclismo.” O argumento foi reforçado pela brasileira Virginia Perrotti Machado, que faz parte do grupo ativista. Segundo ela, no Brasil os ciclistas não são respeitados.

Mesmo com as cobranças por melhores estruturas e os candidatos se mobilizando para debater o tema, os ativistas dizem que as propostas são muito superficiais e que os projetos de ciclovias que já estão sendo implantados na cidade não são eficientes. “Todos os candidatos concordaram com as nossas propostas, mas falar é fácil. Veremos de eles as cumprirão. Isso requer fundos e direcionamento político, [nos setores de] engenharia e transporte”, finalizou o ativista Bogdanowicz, sobre tudo o que foi colocado em pauta e cobrado dos políticos. Com informações do G1.

Redação CicloVivo



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