Especial: Dia do Índio
19 de Abril de 2012 • Atualizado às 10h43

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	&Iacute;ndios da etnia <span class=&quot;description&quot;>Assurini l </span>Foto: <a href=&quot;http://commons.wikimedia.org/wiki/File:0920VC0043a.jpg&quot; target=&quot;_blank&quot;>Ricardo Andr&eacute; Frantz </a>/ <a href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/deed.pt&quot; target=&quot;_blank&quot;>C.C.3.0 Brasil</a></p>

<p> &Iacute;ndios da etnia <span class=&quot;description&quot;>Assurini l </span>Foto: <a href=&quot;http://commons.wikimedia.org/wiki/File:0920VC0043a.jpg&quot; target=&quot;_blank&quot;>Ricardo Andr&eacute; Frantz </a>/ <a href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/deed.pt&quot; target=&quot;_blank&quot;>C.C.3.0 Brasil</a></p>

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	<span class=&quot;description&quot;>&Iacute;ndios da etnia Kuikuro </span><span class=&quot;description&quot;>l </span>Foto: <a href=&quot;http://agenciabrasil.ebc.com.br/&quot; target=&quot;_blank&quot;>Valter Campanato/ABr </a>/ <a href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/deed.pt&quot; target=&quot;_blank&quot;>C.C.3.0 Brasil</a></p>

<p> <span class=&quot;description&quot;>&Iacute;ndios da etnia Kuikuro </span><span class=&quot;description&quot;>l </span>Foto: <a href=&quot;http://agenciabrasil.ebc.com.br/&quot; target=&quot;_blank&quot;>Valter Campanato/ABr </a>/ <a href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/deed.pt&quot; target=&quot;_blank&quot;>C.C.3.0 Brasil</a></p>

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	<span class=&quot;description&quot;>&Iacute;ndios da etnia da Rikbaksta </span><span class=&quot;description&quot;>l </span>Foto: <a href=&quot;http://agenciabrasil.ebc.com.br/&quot; target=&quot;_blank&quot;>Valter Campanato/ABr </a>/ <a href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/deed.pt&quot; target=&quot;_blank&quot;>C.C.3.0 Brasil</a></p>

<p> <span class=&quot;description&quot;>&Iacute;ndios da etnia da Rikbaksta </span><span class=&quot;description&quot;>l </span>Foto: <a href=&quot;http://agenciabrasil.ebc.com.br/&quot; target=&quot;_blank&quot;>Valter Campanato/ABr </a>/ <a href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/deed.pt&quot; target=&quot;_blank&quot;>C.C.3.0 Brasil</a></p>

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	<span class=&quot;description&quot;>&Iacute;ndios da etnia Kuikuro l </span>Foto: <a href=&quot;http://agenciabrasil.ebc.com.br/&quot; target=&quot;_blank&quot;>Valter Campanato/ABr </a>/ <a href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/deed.pt&quot; target=&quot;_blank&quot;>C.C.3.0 Brasil</a></p>

<p> <span class=&quot;description&quot;>&Iacute;ndios da etnia Kuikuro l </span>Foto: <a href=&quot;http://agenciabrasil.ebc.com.br/&quot; target=&quot;_blank&quot;>Valter Campanato/ABr </a>/ <a href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/deed.pt&quot; target=&quot;_blank&quot;>C.C.3.0 Brasil</a></p>

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	&Iacute;ndios da etnia Iauanau&aacute;s l Foto: <a href=&quot;http://commons.wikimedia.org/wiki/File:%C3%8Dndios_Iauanau%C3%A1s.jpg&quot; target=&quot;_blank&quot;>Governo do Acre</a> / <a href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by/2.5/br/deed.en&quot; target=&quot;_blank&quot;>C.C. 2.5 Brasil</a></p>

<p> &Iacute;ndios da etnia Iauanau&aacute;s l Foto: <a href=&quot;http://commons.wikimedia.org/wiki/File:%C3%8Dndios_Iauanau%C3%A1s.jpg&quot; target=&quot;_blank&quot;>Governo do Acre</a> / <a href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by/2.5/br/deed.en&quot; target=&quot;_blank&quot;>C.C. 2.5 Brasil</a></p>

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	Comunidade dos &iacute;ndios isolados est&aacute; localizada na fronteira do Brasil, no Estado do Acre, com o Peru&nbsp; l Foto: <a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/fotosdoacre/3793142469/&quot; target=&quot;_blank&quot;>Gleilson Miranda/Governo do Acre</a> / <a href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/deed.en&quot; target=&quot;_blank&quot;>C.C.2.0</a></p>

<p> Comunidade dos &iacute;ndios isolados est&aacute; localizada na fronteira do Brasil, no Estado do Acre, com o Peru&nbsp; l Foto: <a href=&quot;http://www.flickr.com/photos/fotosdoacre/3793142469/&quot; target=&quot;_blank&quot;>Gleilson Miranda/Governo do Acre</a> / <a href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/deed.en&quot; target=&quot;_blank&quot;>C.C.2.0</a></p>

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	&Iacute;ndios da etnia Patax&oacute; <span class=&quot;description&quot;>l </span>Foto: <a href=&quot;http://agenciabrasil.ebc.com.br/&quot; target=&quot;_blank&quot;>Valter Campanato/ABr </a>/ <a href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/deed.pt&quot; target=&quot;_blank&quot;>C.C.3.0 Brasil</a></p>

<p> &Iacute;ndios da etnia Patax&oacute; <span class=&quot;description&quot;>l </span>Foto: <a href=&quot;http://agenciabrasil.ebc.com.br/&quot; target=&quot;_blank&quot;>Valter Campanato/ABr </a>/ <a href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/deed.pt&quot; target=&quot;_blank&quot;>C.C.3.0 Brasil</a></p>

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	M&atilde;e e filho da etnia Guajajaras l Foto: <a href=&quot;http://agenciabrasil.ebc.com.br/&quot; target=&quot;_blank&quot;>Ant&ocirc;nio Cruz/Abr</a> / <a href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/deed.pt&quot; target=&quot;_blank&quot;>C.C.3.0 Brasil</a></p>

<p> M&atilde;e e filho da etnia Guajajaras l Foto: <a href=&quot;http://agenciabrasil.ebc.com.br/&quot; target=&quot;_blank&quot;>Ant&ocirc;nio Cruz/Abr</a> / <a href=&quot;http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/deed.pt&quot; target=&quot;_blank&quot;>C.C.3.0 Brasil</a></p>

Desde 1943 o dia 19 de abril é conhecido como o Dia do Índio. A data instituída no Brasil pelo então presidente Getúlio Vargas, também é comemorada em outros países da América Latina em comemoração à primeira participação dos representantes indígenas nas importantes decisões e reuniões.

A data, no entanto, deve ser mais do que uma simples comemoração ou um dia reservado para o povo indígena, que habitava as terras brasileiras antes mesmo da chegada dos colonizadores portugueses ao Brasil ou de sermos considerados um país. O dia 19 de abril deve ser usado para reflexão, tanto no que diz respeito aos direitos que os índios merecem, mas também para que o exemplo de cuidado ambiental dado por eles seja lembrado por todos nós.

Ao longo dos 512 anos, desde o primeiro contato desse povo com o “homem branco”, muitas coisas mudaram no modo de vida do povo indígena. A começar pelas doenças trazidas pelos colonizadores e que dizimaram inúmeras tribos espalhadas pelo Brasil. Depois veio a quase escravidão a que os índios foram submetidos e outro problema que vem se arrastando até os dias de hoje é a falta de cuidado com a natureza, que é tida como santidade por esse povo que ama a Terra e faz de tudo para mantê-la preservada.

O cenário ocorrido no contexto histórico brasileiro não é exclusivo das terras “tupiniquins”, nome que assim como tantos outros inseridos em nossa cultura tem origem indígena e é usado para caracterizar o Brasil. Mas, ocorreu em boa parte das Américas. Um dos episódios mais famosos e que demonstram perfeitamente essa situação ocorreu em 1855 nos Estados Unidos, quando o Governo insinuou que pretendia comprar uma porção de terras habitada pela tribo Suquamish, no estado de Washington. Na ocasião, o cacique Seattle enviou uma carta aos representantes oficiais do governo, que se lida ainda hoje traz conceitos que se encaixariam perfeitamente em nossa realidade e ainda nos faz pensar sobre o impacto e maneira como tratamos a terra.

O início da carta diz: “Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo”.

Em outro trecho ele ainda prevê como deve ser o futuro do “homem branco” caso os danos causados à terra continuem a se proliferar. “Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo Criador. O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras raças. Continua sujando a sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus às andorinhas da torre e à caça; o fim da vida e o começo pela luta pela sobrevivência”.

A carta se torna contemporânea e útil para trazer a todos a reflexão sobre os impactos que essa geração pretende deixar no planeta. A luta para combater as mudanças climáticas já começou. Se os resultados e esforços aplicados hoje serão eficientes amanhã, não se sabe e somente o tempo poderá dizer. Porém, admirar o exemplo dado pelos índios e seguir, pelo menos, parte da filosofia e cuidado que eles têm como uma das nossas maiores riquezas que é a natureza é essencial para transformamos o nosso presente e sonharmos como um futuro melhor.

Por Thaís Teisen – Redação CicloVivo



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